segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
XIX - "Ainda somos os mesmos e vivemos..."
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~ Mais um motivo ~
Vou levando a vida um dia de cada
Somente para não ter mais problemas
E assim não me comparo com nada
Que seja como a soma de dilemas
E a pouco apareceu um bom motivo
Pra de novo ser uma boa pessoa
Mais uma razão pra ficar vivo
Enquanto mais um dia voa
É tudo relativamente mais claro
Tudo relativamente mais gostoso
O momento que tenho por mais caro
É, pra mim, teu abraço caloroso
E a cidade que nós envolve como véu
Faz de nós um lento julgamento
Sou, desse tribunal, um duplo réu
E tenho pra provar, tal pensamento:
Que, primeiro você não me quis
E então fui obrigado a lhe conquistar
E, segundo, já que me fez feliz
Não lhe permito me abandonar
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O que posso dizer?
Ah... To feliz como uma criança hiperativa em uma loja de doces.
Um ataque soviético de beijos.
=´]
domingo, 27 de novembro de 2011
XVIII - "Todas elas juntas num só ser..."
(foto de : Toshio Muraguchi)
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Bom... que gafe né? Descobrir de depois de tanto tempo que "a musa" não gosta tanto assim de poesia.
Bem, meus girassóis perderam totalmente o sentido. E o pior, eles estão começando a florir. Descobri uma técnica pra fazer eles florirem bem pequenininhos, sem nenhum agrotóxico. Estou feliz.
*-*
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Os dias agora são mais coloridos
E tudo é ligeiramente mais agradável
Meus passos ganharam sentido
Tornei-me uma pessoa mais maleável
E o frio que haviam no meu olhar
Está sumindo, ganhando distancia
Enquanto um calor nada familiar
Consome-me com certa ânsia
Isso se dá por um motivo claro
Sua presença em meu pensamento
É um prazer , pra mim, tão caro
Que jamais a causaria sofrimento
Não me perdoaria caso ocorresse
De ser eu, um imbecil inconsequente
E caso, então, eu lhe perdesse
Seria eu "um belo de um demente!"
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É estranho isso tudo, mas to gostando muito mesmo.
E... Não consigo "não fazer" poesia. É muito estranho.
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Bom... que gafe né? Descobrir de depois de tanto tempo que "a musa" não gosta tanto assim de poesia.
Bem, meus girassóis perderam totalmente o sentido. E o pior, eles estão começando a florir. Descobri uma técnica pra fazer eles florirem bem pequenininhos, sem nenhum agrotóxico. Estou feliz.
*-*
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~Um belo de um demente~
Os dias agora são mais coloridos
E tudo é ligeiramente mais agradável
Meus passos ganharam sentido
Tornei-me uma pessoa mais maleável
E o frio que haviam no meu olhar
Está sumindo, ganhando distancia
Enquanto um calor nada familiar
Consome-me com certa ânsia
Isso se dá por um motivo claro
Sua presença em meu pensamento
É um prazer , pra mim, tão caro
Que jamais a causaria sofrimento
Não me perdoaria caso ocorresse
De ser eu, um imbecil inconsequente
E caso, então, eu lhe perdesse
Seria eu "um belo de um demente!"
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É estranho isso tudo, mas to gostando muito mesmo.
E... Não consigo "não fazer" poesia. É muito estranho.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
XVII - "Ah, se já perdemos a noção da hora..."
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~ Uma dama para um cavalheiro? ~
Quando passa por mim e me faz sentir o seu cheiro
Quase acredito que a dama se perfuma
Apenas para o meu desespero
Quando deita na cama para quase o meu delírio
Meu peito, pra tua cabeça, travesseiro
Teu sorriso, pros meus olhos, colírio.
Não que seja apenas mais um desejo contido
É uma prova discreta de carinho, e mais,
É prova de que gostar tem sentido
E espero que a dama então entenda
Tua presença, um doce alivio
Tua ausência, uma falta estupenda
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[Isso é impossível.
Isso jamais vai acontecer.
Isso não pode acontecer.
Isso não acontece normalmente.
Isso não acontece habitualmente.
O que é "Isso" afinal?]
To tentando responder a essa pergunta a uns dias já... Na verdade, tem sido muito bom servir de travesseiro, apesar de ser um pouco estranho sobre uma "certa ótica". E sobre toda a minha "disciplina", bem, não a entenda como falta de vontade, mas sim como prova da existência de um respeito profundo, não só por você, mas por todo e qualquer ser humano no campo da expressão de suas vontades individuais.
Mas que a sua "vontade individual" podia coincidir com a minha... Ah, isso podia!
Haha.
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p.s.1- Cara, queria entender por que tem tanta gente da Russia entrando no blog. Acho que os soviéticos querem roubar meus planos... MUUUAAHAHAHAHA!
p.s.2 - Viu?! Não né? Mas mesmo assim, voltei a escrever pra você.
p.s.3 - Acho que não fui muito explicito, apesar de ter sido direto. Sim, escrevi pensando em você.
p.s.4 - That's all folks
terça-feira, 15 de novembro de 2011
XVI - "Triste é viver na solidão..."
Eu andei conversando com um amigo meu sobre parar de escrever poemas em primeira pessoa, mas - caramba - eu tento, tento e tento, pra nada. Acho que estou fadado a continuar a escrever em primeira pessoa, pelo menos por enquanto.
Quando eu mais me distancio desse conceito é quando escrevo sobre objetos ou coisas inanimadas. Sentimentos sempre vem em primeira pessoa - acho que não sei falar sobre o que os outros sentem - sou um poeta egoísta. Pelo menos na poesia eu tenho essa liberdade, já que na vida real eu tenho que ser uma boa pessoa. Uma pessoa educada, comedida, quase inglesa, repare no QUASE.
Eu tenho um orgulho foderoso de ser Brasileiro. Sou capoeirista, poeta, violonista, desenhista, escultor, pintor, roteirista, filosofo, alquimista, brahmeiro, carioca e, acima de tudo, adoro um feriado com os amigos, uma cachaça, uma feijoada, aquele samba e uma ligeira discussão sobre futebol. Tenho um orgulho poderosamente grande de ser daqui, de ser meio judeu, meio italiano, meio negro, meio índio, meio português, espanhol, grego, inglês, mas - acima de tudo - totalmente Brasileiro, daquele que gosta de bunda e de peito, de loira e de morena (que CAGA baldes pro padrão americano de beleza), que gosta de suor, de cheiro de pele, de sabão de coco, de café em xícara de ferro (com aquele - longe, mas perceptível - gosto de ferrugem), de tardes na varanda, de rede balançando, de cabelo encaracolado, do mato, do tato, do contato e do nosso jeito de fazer amor. [Como diria o Gabriel]
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O poema de hoje, perto do texto animado que escrevi ai em cima, pode parecer impróprio, mas não me recuso a escrever o que meus dedos vomitam.
~ Ao Eu que é só ~
Ao quarto calado retorno
Ao fim do dia de luta
Meu peito, eu mesmo, contorno
No fim dessa noite curta
Ao meu leito frio eu vou
Sabendo da solidão
Que resume aquilo que sou
No silencio do meu coração
Ao fim, me deito cansado
Tentando por fim sorrir
Mas meu peito amargurado
Permite-me apenas dormir
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Bom dia pra todos.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
XV - "São pensamentos soltos traduzidos em palavras..."
Odeio as travas invisíveis que - as vezes - recaem sobre os meus dedos. Olho pro papel, ele olha pra mim, tento persuadir a lapiseira a escrever algo menos repetitivo... Discuto com meus versos, xingo meu poema, brigo com as paredes e por fim, me deixo cair em uma cadeira "capenga" me dando por vencido.
Não sei se hoje as coisas vão rimar tão bem como rimam sempre, na verdade, estou com uma ligeira raiva da rima, da métrica, desse jeito parnasiano de ser.
Ando um tanto quanto frustrado, nada que realmente me incomode, mas... O lance é que acumula.
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~ Só um texto ~
Sabe o quanto machuca?
O quanto frustra?
O quanto me faz desejar não ter te conhecido?
Já te disse uma vez:
- Você não tinha o direito de aparecer assim na minha vida
E você respondeu:
- Nossa, desculpa, não sabia que eu tinha esse poder.
...
Mulheres como você deveriam ser proibidas de existir.
Homens como eu também.
Não adianta nada ser tanto, tanto saber e tanto poder fazer, se não posso ser, saber ou fazer para alguém.
Acredite, tudo perde o sentido pra mim quando não tenho pra quem - ou, por quem - viver.
Eu preciso mais do que uma simples conversa, mais do que "evitar" te olhar (te olhar mesmo assim, só pra mudar a direção quando você percebe), mais do que sentir sua cabeça no meu peito procurando espaço pra se recostar.
Homens como eu precisam da fragilidade da alma feminina, se não, nos tornamos duros e ásperos como o asfalto.
[nossa... ainda consigo ser direto sem citar nomes.]
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Esse foi só pra dar uma fugida do habitual.
Abraço povo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
XIV - "a uma hora dessas, por onde vagará seu pensamento..."
Esse faz parte da série ""De mim, sobre mim, pra mim mesmo". Já havia escrito anteriormente o "Ao Eu que fala" e me veio a vontade de criar uma série de poemas nessa linha...É uma ideia agradável, pelo menos assim consigo me focar melhor na parte que tange a poesia.
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~ Ao Eu que pensa ~
Uma peça de cada vez, esse é o movimento
Nenhuma de suas jogadas me causa tormento
Por que isso ocorre? Deixe-me lhe explicar
Seus movimentos lentos me permitem pensar
Eu sei, sou assim mesmo, sou agressivo
Esse é meu jeito de me manter vivo
Se não é capaz de entender, desista
Quando jogo, não costumo deixar pista
Meu raciocínio sim, é muito veloz
Sou um riso no fim, o carrasco, o algoz
Não entre em meu domínio, isso te digo
Se não, queimarei tua casa, cercarei teu abrigo
Não é que eu seja cruel, nem um pouco
Mas só de pensar em explicar, fico rouco
Meus planos vem com detalhes, infalíveis
Retoques de crueldade muito tarde visíveis
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Então, acho que vai ser assim então, um pouco sobre mim, um pouco sobre ela e... Quando dá, um pouco do resto.
haha..
terça-feira, 8 de novembro de 2011
XIII - "meu tempo é curto, o tempo dela sobra..."
Parei de fumar a mais de quarenta e poucos dias... haha, mas o tema ainda pode ser um pouco decorrente...
Essa poesia ai de baixo é sobre o descontrole dos vícios.
O primeiro é a tristeza, uma droga sedutora.
O segundo é o trabalho, que consome até vida.
O terceiro, bem, o terceiro é o saudoso álcool.
Hehe.
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~ A cadeira ~
Sentou-se a
cadeira,
a cabeça pousada
dentro do triste
vão das mãos.
Os olhos
cansados de ver
De tentar enfim
entender
Pensou de fato
em beber
Pensou por
pensar sem saber
Queria matar,
queria morrer
Sentou-se a
cadeira,
a cabeça jogada
para trás, para
descansar.
Pensou de fato
em dormir
Pensou de fato
em pedir
Para de fato
desistir
Se perder na
cama e ir
Queria sonhar,
queria sorrir
Sentou-se a
cadeira,
a cabeça tão
caída.
Na mão falada
maldita
A bebida
engolida
O vomito no
paladar
O sono bem a
espreitar
E uma dor pra
perturbar
Na cabeça e no
pensar
Queria sentir,
queria parar
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Bem, por hoje eu acho que é só pessoal.
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